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Mixer E A Sua Morte Anunciada - Mixer E A Sua Morte Anunciada

Mixer E A Sua Morte Anunciada

De Beam Para Mixer Para RIP

O Mixer e a sua morte anunciada. Ora bem, ora bem. Eu sei que isto são notícias antigas. Mas ainda tenho algo a dizer, e escrever sobre o tema. O Mixer estava destinado a falhar? O Mixer estava destinado a não conseguir ganhar quota de mercado para a Microsoft considerar uma propriedade central e fulcral no seu plano de negócio do segmento do entretenimento digital? Não sei. Mas tenho umas ideias. E várias foram as vezes em que partilhei ideias sobre o que o Mixer estava a fazer.

Mixer E A Sua Morte Anunciada

Eu, Player1Paulo, começo já por dizer que não tenho qualquer prazer no que aconteceu ao Mixer. Não há nada a celebrar com o encerramento da plataforma. Se fazia falta? Em minha opinião fazia. Se podia ter sido mais? Sim, podia. E melhor? Também sim. Então o que falhou? Para a história do Mixer e a sua morte anunciada ficam as percepções do que se fez e não fez. O Mixer fazia falta. Sim, mesmo com a quota de mercado residual no segmento. A questão nem sempre é o tamanho que se tem ou se ocupa. Mas o potencial para se ser mais e melhor e o “respeito” que cria nos rivais e a alternativa que cria para espectadores, anunciantes, e acima de tudo, criadores de conteúdo.

As Decisões Que Têm Consequências

As decisões que levaram o Mixer e a sua morte anunciada. Isto é a minha, Player1Paulo, opinião. As contratações de Ninja e Shroud não serviram para validar a marca Mixer. Serviram para os contratados terem um ordenado fixo durante a duração do acordo e com isso fazerem livestreams de menor duração e num menor número de vezes por semana. Isto porque a necessidade de se exporem para terem donativos e subscrições mensais deixou de ser uma prioridade. Para os patrocinadores destes dois isto foi uma péssima jogada. Foram para uma plataforma com muito menor visibilidade. E menor visibilidade é menor conversão. Eles garantiram um belo ordenado mensal.

E o Mixer/Microsoft provou que o desespero por visibilidade e falta de uma estratégia realista fez com que não só pagassem um valor absurdo por dois criadores de conteúdo que se revelaram incapazes de reter e conquistar público e os acordos serem excessivamente desequilibrados. O Mixer pensou que precisava do Ninja e do Shroud. O Ninja e o Shroud não precisavam do Mixer. Apenas precisaram do dinheiro do Mixer.

Pode-se querer comprar visibilidade. Mas manter a visibilidade é outra coisa. Capitalizar essa visibilidade é ainda outra. E o mais importante: Ser tema de conversa e isso dar resultados concretos e palpáveis é ainda outra coisa. E o Mixer bem tentou mas não conseguiu tirar partido disso. Se não soubesse até dizia que os responsáveis do Mixer eram portugueses. Porquê? Porque são os primeiros a agir contra os próprios interesses pela tomada de decisões que em teorias parecem as melhores, mas na prática não servem para nada.

Que fique claro que o Mixer cometeu muitos erros. E o principal erro foi o desinteresse da plataforma nos seus fieis criadores de conteúdo. E o desinvestimento na criação e implementação de novas ferramentas, funcionalidade e interface de navegação. E que fique claro que não tenho nada contra o Ninja e Shroud. Isto é uma análise da situação. Eles fizeram o contrato da vida deles. Agora podem estar a relaxar sem necessidade de pensar muito se se querem meter novamente na corrida por exposição mediática numa plataforma enquanto estão a jogar.

No lugar deles regressaria à Twitch. Ambos já têm presença no YouTube. Não precisam de expandir essa presença por lá. Pelo menos em minha opinião. O canal de YouTube de cada um deles já deve gerar uma bela receita. Por isso não devem ir encolher as fontes de receitas. O inteligente será expandir e diversificar as fontes de receita. Por isso regressar à Twitch fará todo o sentido. Isto caso lhes seja dada confirmação de que cumprindo com as metas estabelecidas a plataforma vai-lhes dar novamente o estatuto de parceiro. Porque o de afiliado é garantido. Mas como parceiros os seus ganhos serão maiores.

Facebook Gaming À Mistura

O Facebook Gaming nesta situação reveste-se, a meu ver, de uma cortina de fumo. Não vem resolver nada. Não vem acrescentar nada. Serviu para desviar as atenções do problema de fundo. O Mixer anunciar, do nada, o encerramento de actividade não foi decidido do dia para a noite. As coisas já andavam a ser faladas. O que é que o Facebook ganha com isto? Não sei bem. O Facebook Gaming será o mesmo que o restante ecossistema Facebook.

Uma plataforma em que a viabilidade e visibilidade que se tem na mesma depende directamente do dinheiro que se quer gastar em publicidade para chegar aos olhos dos utilizadores da rede social. Eu sei que agora ainda é bom estar a fazer livestream no Facebook porque o alcance está acima da média. Mas isso é propositado. Faz parte da estratégia do Facebook para colocar o máximo de utilizadores a usar este serviço e posteriormente reduzir o alcance orgânico para monetizar a visibilidade em média e larga escala.

Uma coisa é o factor descoberta orgânica ser complicado por via da forma como o interface visual das plataformas de streaming, e neste caso em concreto da Twitch, em relação a como funciona o Facebook Gaming. A rede social não é melhor nesse campo. Aliás, deve ser dos piores interfaces para navegação à solta na internet e em concreto numa plataforma de larga escala. O Facebook Gaming está longe de ser um projecto sustentado. Quando este segmento do Facebook foi apresentado e lançado foram vários os criadores de conteúdo do YouTube que foram convidados e aliciados a experimentar este serviço.

Mas não ficaram lá por muito tempo. Os motivos são vários. A forma como o Facebook apresenta o seu conteúdo não é o melhor para quem faz do streaming a sua principal forma de partilha de conteúdo. Faltam ferramentas nativas para quem transmite ou quer transmitir na plataforma. Isso faz logo com que criadores de conteúdo minimamente cientes do que é necessário para fazerem  o seu trabalho desistam de sequer tentar ou testar o serviço.

Mixer E A Sua Morte Anunciada

Mixer e a sua morte anunciada. Essa coisa que se vê muito nos dias de hoje, em que gente com projectos de vida completamente falhados e inúteis ao progresso da nossa espécie resolve prestar o seu amor por uma empresa e o que a mesma faz, acabou de dar mau resultado para muita gente. É completamente anedótico ver malta que dizia que a Twitch era a pior coisa desde a Segunda guerra Mundial, e que por isso foi para o refugio da paz chamado Mixer, agora viram o bico ao prego. Agora foram vítimas dos “maus” e por isso regressaram para a Twitch. Que agora, pelas palavras desses atrasados e atrasadas mentais, são os “bons”.

Isto revela uma burrice tão grande. O grau de infantilidade. Um desespero tão grande e absurdo por atenção, validação, fama e dinheiro fácil que prescindem de ter os mínimos de moralidade, valores e espinha dorsal. Eu vou continuar a ser eu. Eu ser eu é melhor do que esses anormais serem eles. Mas bem se esforçam por parecer que estão a vencer na vida, a conquistar enormes desafios. Mas isso é tudo fantasia. Porque o maior desafio que deviam conquistar na vida, o de servirem para alguma coisa, nunca se vão propor a fazer.

Eu sou o Player1Paulo. Comentem em baixo. Partilhem por todo o lado. Sigam as redes sociais e até ao próximo artigo!

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